Conhecimento e unção | Atos 18.24-28

Apolo era natural de Alenxandria, a segunda cidade mais importante do Império Romano. Fundada por Alexandre o Grande em 332 a.C., só perdia para Atenas como centro de cultura e aprendizado. A cidade possuía uma biblioteca universitária contendo quase setecentos mil livros. E sua população ultrapassava os seiscentos mil habitantes.
Apolo chega a Éfeso, capital da província romana da Ásia Menor e seu centro comercial mais importante, com uma população em torno de trezentos mil habitantes. Graças ao porto que recebia mercadorias de todo o mundo e também escoava seus produtos, e devido ao templo da deusa Diana, uma das sete maravilhas do mundo antigo, a cidade atraía inúmeros visitantes do mundo inteiro. Esse templo de mármore branco era muito maior do que o Pathernon de Atenas. O colossal monumento tinha 140 metros de cumprimento por mais de 78 metros de largura; e era sustentado por 100 colunas de quase 17 metros de altura cada uma. No recinto “sagrado” ficava a imagem de Diana (Atos 19.35).
Apolo era um homem eloquente e poderoso nas Escrituras. Obreiro instruído na Palavra, pregava com entusiasmo e paixão. A expressão fervoroso de espírito, significa literalmente “fervendo em seu espírito”, isto, é cheio de entusiasmo. Nas palavras de Matthew Henry, Apolo era um pregador que tinha tanto o fogo divino quando a luz divina. Muitos pregadores e crentes são fervorosos de espírito, mas são fracos no conhecimento. Por outro lado, outros são eloquentes nas Escrituras, mas lhes falta fervor. Conhecimento sem unção é pura falácia, e unção sem conhecimento se torna fanatismo religioso. Precisamos de ambos para manter equilibrada a vida de piedade e devoção ao Senhor, na realização de Sua obra.
Quatro verdades são ditas acerca de Apolo: 1) ele era judeu; 2) nasceu em Alexandria, cidade egípcia na qual durante muito tempo grande colônia de judeus ocupava dois de seus cinco bairros; 3) era um varão eloquente; 4) era poderoso nas Escrituras. Mesmo pregando com fervor e precisão sobre Jesus, Apolo não tinha todo o conhecimento necessário. Vendo o potencial desse obreiro, Áquila e Priscila investiram nele e expuseram-lhe com mais exatidão o caminho de Deus. Os ensinos recebidos foram eficazes, e os cristãos em Éfeso passaram a ter confiança plena em Apolo, a ponto de escreverem uma carta de apresentação aos discípulos na Acaia quando ele resolveu ir para lá (18.27).
Chegando em Acaia, especificamente a Corinto, Apolo auxiliou muito os discípulos, porque com grande poder convencia publicamente os judeus, provando por meio das Escrituras que Jesus era de fato o Messias. A eloquência e erudição de Apolo chamaram a atenção (1Co.1.12; 3.4-6; 4.6). Mas tarde Paulo disse que ele plantou, mas foi Apolo quem regou a semente do evangelho de Cristo em Corinto (1Co 3.6).
A vida de Apolo, vivendo num tempo tão difícil quanto o nosso é um exemplo de que é perfeitamente possível desenvolver uma vida de conhecimento e unção, lancemos, pois mão das duas últimas verdades sobre a vida deste homem. Estou certo de que para nós nesses dias, é claro como um lindo dia de sol que muitos “crentes” se distanciam do Senhor por não manterem uma vida devota de conhecimento das Escrituras, Palavra de Deus e também de unção no poder do Espírito de Deus. Se quisermos ver a glória de Deus manifestada em nossos dias nas nossas vidas, precisamos urgente de aprender de Deus pela sua Palavra e isso redundará consequentemente em uma vida de unção, de poder para que através da nossa pregação, do nosso modus vivendi, convençamos isto, é revelemos as outras pessoas a Salvação manifestada pela vida do Seu Filho Cristo, o Jesus Salvador (18.28).

Pr. Silvio Lamêgo